quinta-feira, 10 de agosto de 2017

VAMOS À CASA DO SENHOR

Alegrei-me com os que me disseram:
"Vamos à casa do Senhor!"
(Sl 122:1)
Em primeiro lugar convém ressaltar que toda adoração deve ser dirigida ao Deus eterno, santo e soberano, que nos criou e nos resgatou em Jesus Cristo.  O crente adora ao Deus que está conhecendo e conhece o Cristo que está adorando – esta é a dinâmica da vida cristã.
Daí a compreensão de que culto é memorial dos atos poderosos de Deus na história, é gratidão pela libertação, é submissão à soberania inconteste de Jesus e é celebração pela vitória final de Cristo e suas hostes.
Mas, principalmente, percebemos a certeza de que adoração é encontro – do crente consigo mesmo e com o próximo – e acima de tudo do adorador com o seu criador.  Na adoração nos encontramos com o sentido de nossa vida, razão de nossa existência.  O encontro com Cristo que se dá na adoração reorganiza a nossa vida, estabelece valores e nos conduz a salvação.
Culto é colocar toda a nossa existência, vontade e projetos no altar de Deus, é ter o Mestre como primazia e transformar o lugar e o tempo de estarmos na presença sagrada de Deus a oportunidade de darmos sentido a nossa vida e destino a nossa história.  No baú da adoração somos conduzidos em louvor através de coisas velhas e novas à presença daquele que é tudo em todos (Fp 4:8).
Agora fazem sentido as palavras do salmista: "Alegrei-me com os que me disseram: Vamos à casa do Senhor!" (Sl 122:1).

(do livro "No Baú da Adoração" publicado em 2004)