quinta-feira, 10 de agosto de 2017

MENTISTES CONTRA O ESPÍRITO!

MENTISTES CONTRA O ESPÍRITO!

Lá no início do cristianismo, quando a igreja estava ainda se afirmando, a presença e a manifestação do Espírito Santo no meio dos convertidos confirmava a cada dia o grupo dos fieis (deixe-me dizer logo que não estou negando a presença do Espírito hoje, apenas tomando uma verdade histórica como ponto de partida).
Naquele contexto apareceu o casal Ananias e Safira (a única citação deles é em At 5), e é dito sobre eles que cometeram um acúmulo de erros – denunciados por Pedro na expressão mentistes ao Espírito! – e que acabaram por provocar a própria ruína e morte.  Para evitar que caiamos nos mesmos erros, vamos aprender com eles o que não se deve fazer.
Em primeiro lugar o casal planejou enganar a igreja trazendo apenas uma parte do dinheiro apurado na venda de sua fazenda.  O texto deixa claro que houve uma combinação de ações para que os apóstolos não soubessem do quanto realmente foi apurado na venda. 
É sempre assim, o erro e o pecado são primeiramente arquitetados e só depois executados (veja Tg 1:13-15).  Caso semelhante foi com Caim que antes de trazer sua oferta agasalhou o pecado em seu coração (leia esta constatação em Gn 4:7).  Em todo caso, quem comete tal erro ainda não percebeu que Deus vê todas as coisas (observe o que Jesus disse em Lc 16:15).
Este erro é resultado de um outro: o casal vivia uma fé aparente.  Naqueles dias os convertidos mostravam sua fé trazendo toda a oferta aos pés dos apóstolos (confira em At 4:34-37).  Ananias e Safira pensaram que trazendo algum dinheiro eles aparentariam uma piedade que na verdade não tinham.
Não podemos esquecer que este tipo de religiosidade aparente Jesus a chamou de hipocrisia (confirme na crítica aos fariseus em Mt 23).  Pouca coisa nos afasta tanto de Deus como uma fé superficial e ritual.  Ao profeta Amós Deus chega a dizer que está enojado destas cerimônias piedosas vazias (leia a passagem de Am 5:21-27).
Antes de tudo lugar, porém, o que o casal demonstrou é não ter conhecimento de quem era Deus de verdade.  Eles certamente ainda precisavam passar por uma experiência de intimidade profunda com o Deus manifesto (no caso deles não houve tempo de voltar ao quarto fechado para refazer a vida como propôs o Mestre em Mt 6:6). 
Quando não conhecemos a Deus estamos sujeitos a todo tipo de erro e fracasso (é o que Jesus diz em Mc 12:24).  Este deve ser o primeiro passo e quando ele é falso, todo o resto está comprometido.  É por isso que o profeta Oséias conclama o povo a sempre prosseguir no conhecimento de Deus (anote Os 6:3).
Assim como uma sequência de equívocos e pecados (cumprindo-se o Sl 42:7).  O casal, que não teve intimidade com Deus, manteve uma fé apenas formal e por isso tomou atitudes que lhes trouxeram resultados catastróficos.
Como disse logo acima, que a narração e estudo de casos como o do triste casal nos faça refletir sobre nossa relação com Deus e nos impulsione a um aprofundamento em nossa fé e vida cristã para que nosso fim seja diferente, para a glória de Deus.