quinta-feira, 10 de agosto de 2017

AMAZING GRACE – como não louvar esta graça?

AMAZING GRACE – como não louvar esta graça?

Amazing grace, how sweet the sound
That sav’d a wretch like me!

No final do século XVIII, o mercador de escravos inglês John Newton enfrentou uma tempestade no mar, circunstância que o fez perceber a fragilidade de sua vida e a absoluta necessidade da graça para sobreviver.  Esta experiência mudou radicalmente sua vida e nos deixou um legado incalculável: Newton se tornou um pastor anglicano e escreveu o texto que viria a ser a letra da canção "Amazing Grace". 
Para a sua transformação existencial, ele recebeu influência da leitura do texto medieval "A Imitação de Cristo" de Tomás de Kempis e do abolicionista William Wilberforce (este parágrafo é só para citar: estas e outras tantas informações podem ser colhidas com facilidades na internet – não é disso que eu quero falar).
Amazing Grace é, sem dúvida, uma das mais clássicas músicas cristãs do Ocidente.  Tem sido cantada como um verdadeiro hino pelos nossos irmãos norte-americanos e, a partir de sua influência evangelizadora e cultural, por cristãos de todo o mundo.  Poucos são os que não a conhecem ou não identificam sua melodia e letra, associando-a à piedade, fé e contrição.
Como ícone da cultura popular, foi gravada em língua inglesa por nomes como Whitney Houston, Elvis Presley (para mim: A versão!) e Rod Steward; em arranjos corais, instrumentais, e negro spiritual.  O hino foi tocado no filme "Jornada nas Estrelas II: a ira de Khan" e foi citado por Stephen King.  E não seria exagero dizer que há mais de três mil outras gravações e citações relevantes (estas e outras também podem ser encontradas na web).
Ah! É claro que versões já foram cantada em incontáveis línguas – inclusive em português.
Bem, a música.  Como disse à pouco, sua melodia consegue produzir em nossa alma uma atmosfera de piedade, fé e contrição – é um enlevo espiritual.  Sempre é recomendada em serviços (em inglês, esta expressão tem um significado bem apropriado de culto e adoração) e ocasiões quando a vida precisa de um sólido alicerce religioso e cristão – e ela é capaz de ir buscá-lo para o fornecer com a ternura apropriada.
E, a letra.  Certamente há muito o contexto original que a faz ser escrita já está oculto nas linhas da história, mas isso não a invalida, pelo contrário: permite novas interações e referências pela sua riqueza e caráter cristão.
Numa tradução livre, seus primeiros versos dizem:

Graça incrível, quão doce é o som
Isso salvou um miserável como eu!
Uma vez eu estava perdido, mas agora fui encontrado,
Fui cego, mas agora eu vejo.

Antes de terminar, deixe-me dizer algo sobre o adjetivo inglês Amazing que qualifica a graça.  Não sou especialista na língua de Shakespeare, e, com certeza, tenho muita dificuldade em expressar o que esta palavra quer dizer – os dicionários também!  Seria algo como: surpreendente, fantástico, maravilhoso, incrível, fabuloso – e por aí vai...  Realmente é difícil traduzir o que a graça de Cristo é capaz de fazer por um ser humano que se deixa ser alcançado e tocado por ela!
E a letra de Newton termina afirmando a convicção (a tradução ainda é livre e minha):

A terra logo se dissolverá como a neve,
O sol deixará de brilhar;
Mas Deus, que me chamou aqui abaixo,
Será para sempre comigo.

 Como não louvar esta Amazing Grace!?