quinta-feira, 10 de agosto de 2017

ADORAÇÃO EM APOCALIPSE – E nós?



Da leitura de Apocalipse, algumas observações devem ser levadas à adoração e ao culto em nossa igreja hoje.  Em primeiro lugar que o louvor e a adoração nos ocuparão por toda a eternidade, pois em nenhum lugar há tanta ênfase nesta atitude como no livro da profecia do NT.
Porém os destaques que percorrem todo o livro devem ser também os destaques de nossas reuniões de culto e adoração.  Primeiramente que louvor verdadeiro é atribuição de crentes verdadeiros.  Deus conhece o seu povo e sabe que os redimidos é que entoam a verdadeira canção de adoração ao Senhor (leia Sl 149:5 e Sl 30:4).
Em meio a todo desenrolar da história, e se desdobrando na eternidade, os salvos são aqueles que sempre trazem uma palavra de reconhecimento pelo que o Cordeiro fez em suas vidas, e isso trará sempre um cântico novo em nossos lábios (veja o Sl 149:1).
Do livro de Apocalipse também devemos aprender que todo louvor e glória pertencem exclusivamente ao Senhor Deus e ao Cordeiro.  Embora música e arte estejam intimamente ligadas ao ato de adorar, estas não podem significar um fim em si mesmo. 
Também o louvor não deve ter como alvo a obra da redenção – ou a fé nela – as bênçãos de Deus ou qualquer outra manifestação do poder e majestade divina.  Como bem acontece na narração bíblica, qualquer um que buscar a glória e louvor para si estará sob a influencia da besta e de seu falso profeta.
É bom lembrar que Deus não divide a sua glória com ninguém.  Muito mais que a primazia na adoração, ele exige de nós a exclusividade na glorificação.  Exatamente isso é o que Deus diz através do profeta:
Eu sou o Senhor; este é o meu nome!
Não darei a outro a minha glória
nem a imagens o meu louvor.
(Is 42:8)
Finalmente a leitura do livro apocalíptico, ao nos apresentar a adoração como destino eterno do ser humano (é bom lembrar que fomos criados para glorificar ao Senhor como está dito em Is 43:7), a Bíblia apresenta também o direcionamento e conteúdo que um verdadeiro culto cristão precisa ter para que cumpra o seu papel: celebração (Ap 5:9-10 e Sl 100:1); anúncio da mensagem do evangelho (Ap 10:15 e Sl 9:11); chamado à comunhão dos santos (Ap 19:17 e Sl 133:1). 
Só então nossa adoração será um culto verdadeiro ao Senhor: lugar de encontro espiritual e real com o Criador, com o Senhor Soberano, com o amado de nossa alma (Ap 21:3 e Sl 84:10).