quinta-feira, 10 de agosto de 2017

ADORAÇÃO EM APOCALIPSE – 1ª parte


Sempre repito que, comparando Apocalipse a outros livros do NT, posso ver claramente que nenhum livro traz tantos registros de adoração e louvor como o livro da Revelação: são refrões dos cânticos e afirmações quanto à adoração. 
Sei que ele é um livro de visões e relata a vitória final de Cristo, mas, acima de tudo seu assunto é a glorificação de Cristo: este é o tema central da profecia – aqui é a razão de tanta expressão de louvor e adoração.
Na leitura do livro de Apocalipse duas verdades essenciais transparecem em todas as declarações de louvor: a) são sempre os que temem a Deus quem louvam; e b) somente Cristo é merecedor de adoração.
Quanto à primeira declaração: no próprio livro há uma instrução direta quanto àqueles que devem adorar e cultuar:
Então veio do trono uma voz conclamando:
“Louvem o nosso Deus,
todos vocês, seus servos,
vocês que o temem,
tanto pequenos como grandes!”
(Ap 19:5)

Seguindo o raciocínio podemos listar os adoradores em Apocalipse:
# Capítulo 4 – os quatro seres viventes;
# Capítulo 5 – os quatro anciãos e milhares de anjos;
# Capítulo 7 – a multidão de vestes brancas;
# Capítulo 11 – os vinte e quatro anciãos;
# Capítulo 12 – uma forte voz dos céus;
# Capítulo 15 – os que tinham vencido a besta;
# Capítulo 16 – um anjo;
# Capítulo 19 – uma grande multidão nos céus.

Para mim, fica então demonstrado que a partir da revelação bíblica, o louvor e a adoração eterna é função e atribuição daqueles que, tendo lavado as suas vestes no sangue do Cordeiro, têm acesso direto à árvore da vida, a Cidade e ao trono do Deus (leia sobre as vestes brancas em Ap 22:14).
Embora seja verdade que no dia do grande tribunal de Deus toda língua vai confessar que Jesus Cristo é Senhor para a glória de Deus Pai (conforme dito em Fl 2:11), este reconhecimento e confissão do senhorio eterno não significam adoração, mas uma submissão – ainda que involuntária – à vontade daquele que venceu.
Contudo louvor e adoração verdadeira é o que sai da boca do povo redimido como demonstração de sua gratidão pela obra do Cordeiro e com alegria por participar das suas bodas.